sábado, 31 de outubro de 2009

Hoje tem música!

.

.
.
.
.
.
. UM INSTANTE PARA DESEJAR .
Hoje é o dia de Roberto Pazos.
Desejo um dia com o céu cor de café da manhã!
E uma noite repleta de boa boemia!
Adoro você amigo Beto!
Parabéns!
.
.
.
.
.
.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Hi(ato)

.
.
.
.
..
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
"eu faço o mar pra navegar"...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Conversa ao cair do dia...


Ah! Amor.
Nem assim pude contentar-me
em ver teus passos ao declinar do Sol.
Tu que és mais que uma quimera,
apresenta-me teus olhos
para que possas eu
- ser infundável -
deixar a pele rubra,
como as nuvens desse alvorecer.
E me olhes devagarzinho...
Como se a tua retina fossem dedos que me tocam,
dando-me o prazer dos lábios teus.
Só assim, amar-te-ei
como fulguras ao pôr-do-sol.

(versos meus... sem métrica!)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Era uma vez...


"Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo, mas eu morria de medo, tinha medo de tudo quase: cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encantada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre. Era outra vez outro parque, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou à cidade, era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo e eu entrei no meio deles e falei que queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, mas era uma moça forte, era uma moçona mesmo. Me olhou, riu um pouco e disse que era muito difícil mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Polly, veio o Topsy, veio Diderlang, que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público... De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando. A lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto.Quando eu cansei de ficar olhando pro alto e fui olhar pras pessoas, só aí eu vi que estava sozinho."


(Antônio Bivar)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nosso beijo!

Bom, durante a faculdade, mas especificadamente no 6º semestre, na disciplina "Temas selecionados em vídeo", ministrada pelo meu querido amigo Roberto Pazos, produzimos um vídeo em stop-motion chamado: "O beijo", como crédito final da tal disciplina.

A equipe era formada por: Adrian (eu..rs), Flávia, Felipe, ìcaro, Marianna, Pedro, Roberta e Salomão

Eis o vídeo:

Mas, o interessante, além de fazê-lo - que foi algo muito prazeroso, para todos (digo isso com total certeza) - é que ganhamos com ele "o melhor vídeo de animação eleito pelo júri popular" no 1º Festival de Audiovisual do Baixo Sul, que aconteceu em Valença nos dias 20 e 21 de Agosto.

Bom é isso! Vim aqui me exibir mesmo...rs

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Conto-te


Ai você me olha daquele jeito, não o de sempre que é tão profundo quanto, e sim com aquele que tem um quê incompassivo forjado, superpondo o riso que entrega a brincadeira, mas que para não perde-la você o faz soar ordinário, e eu sei que vai começar tudo de novo!

E mesmo diante de tanto ar despótico encaro-te, pondo no meu olhar a mesma intensidade de coragem e ironia para mostrar-lhe que enfrento sim e pela diversão que sinto nisso. Mas não por muito tempo pois que o seu semblante está completamente determinado e que se continuar a fitá-lo me convencerá ou pela certeza do seu objetivo ou por práticas físicas que minha condição de mulher e amante não resistiriam.

E sentindo culminar esse momento, a força do meu divertimento ainda sobressai e como quem naquele instante inicia um pacto de igualdade de forças e respeito limite dos territórios, simplesmente viro as costas e ignoro sua malícia, quase já não podendo conter meu riso astuto de quem adivinha a reação do outro diante de seu desdém e bobo consciente da própria ignorância no improviso e degustando seu ridículo.

Mesmo sem o propósito de acabar com o teatro, ainda que não olhe pra trás, o meu quarto passo já não pode ser tão tranqüilo e vagaroso como forçadamente foram os primeiros e, de repente, já me ponho a correr pelo corredor com você me perseguindo, mas é inútil...

Impetuoso, me detém, arrasta-me, apesar da minha imbecil e desacreditada resistência em meio a agudos gritos e nossas irreprimíveis gargalhadas, atira-me na cama, de fronte a qual instala-se sorrindo – agora completamente! – e já se despindo, ainda com o queixo erguido. E minha respiração anelante continua com sorriso deliciado com sua superioridade e o seu se mistura em excelencioso e enamorado.

E cada vez mais vagarosamente, livra-se de suas vestes e eu do meu riso, controlo meu fôlego ávido me dando por vencida. E sem tirar meus olhos do seu um segundo sequer, estes saem de suas posturas de princesa (imperiosa e menina) para entregar-se, sem nenhuma palavra, e o senhor tira dos seus a séria fantasia de colonizador e despe-se à verdadeira identidade de humilde que zela e cuida dos seus. E enquanto se aproxima – só para não perder o encanto do faz de conta – recolho minhas pernas e você domina como quem domina as de uma boneca, abri-as a seu gosto com sutileza de não machucar.

E porque ainda ti recuso a boca sorrindo de lado, você como quem tenta cativar, desce e beija meu pescoço devagarzinho e o riso traquino transforma-se em débil, enquanto você transfigura a face ríspida das suas mãos em luvas de veludo para tirar delicadamente a minha blusa, extasiando-me a ponto de nem reagir. E foi com a mesma leveza que elas percorreram o meu corpo e descobriram (como sempre) que ele era e sempre foi completamente seu.

E meus olhos fechados, e minha boca só a esperar pela sua que dali a pouco chegava... para um beijo – contrato, um beijo – promessa, que não diz nada, apenas sela a singularidade e a amplitude daquele instante, o inefável sentido do amor e da anarquia entre corpos e almas. E assim sendo, o espírito age escutando a necessidade do instante e, quase ritualisticamente, os membros aveludados conhecem e acomodam a superfície que acaba de receber.

Inteiramente entregue às ferramentas do seu corpo, à chuva da sua saliva – olhos afogando-se em pálpebras -, para enfim produzirmos juntos com a sublime perfeição da natureza: você dentro de mim, muito além de onde a carne pode tocar, enraizando-nos. E assim desfrutamos juntos. Unhas mergulhadas em carne, sua língua desbravando os esconderijos desse território, deparando-se com dentes e garras, afago, dor e hilária, embalados por gemidos quase ensaiados e harmoniosamente melodiosos. Palmas embriagadas de suor, lábios lambuzados de mordidas, e o meu semblante de horror e prazer e sua gargalhada de realização e pavor... Corações procurando por ar, pulsando selvagemente. Numa explosão de amor, num gozo inebriante sacramentando a sublime perfeição da natureza...

(apenas mais um conto...)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fairy tale

Ao contrário de Maysa Matarazzo, eu adoro contos de fadas e sinceramente o meu negócio não é a vida real.
Vou explicar por que:
Todo conto de fadas, começa com "Era uma vez...", ouve-se o badalar de sinos, quase sempre todos cantam ao acordar e principalmente o belo existe, de qualquer forma, tamanho ou cor.

Na vida real, a minha vida, não está sendo escrita com caneta de pena em papel tecido, muito menos sou acordada com os passarinhos na minha janela, cantando a música tema do meu dia. E principalmente (e isso na vida real está se tornando algo imprescindível) eu não estou dentro do padrão do belo exigido pelo mundo.

É! nos contos de fadas, até o pobre corcunda de Notredame, consegue o amor da cigana Esmeralda, a mais bonita da região. Em todo conto de fadas, não existe, dentro do bem (que isso fique claro), a negação por alguém, quando o assunto é a beleza exterior.

E por que não é assim na vida real?

Essa idiota padronização, onde as magras são as melhores, onde ser branca demais também pode sofrer preconceito, onde os garotos mais legais (falo daqueles que não gostam de arrocha e afins, presam por uma boa conversa, são realmente homens quando precisam ser e românticos nas horas certas), nem sempre vão te perceber, justamente porque você ou eu, não temos padrão! Ou não seguimos ele...

Bem, quanto a isso na vida real não posso me queixar, tenho quem queria ter.

Mas, queria ser apenas parte de um conto de fadas, talvez da "Princesa e a ervilha" ou quem sabe "Rapunzel", que mesmo estando na torre mais alta de uma masmorra e sem precisar que o príncipe a conheça, estará lá a espera dele, assim como ele nasceu para ser dela. Independente de beleza, todos os contos de fadas sempre tem um final feliz...